sábado, 27 de fevereiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XXII)

Talvez eu tenha encontrado inspiração para voltar a escrever depois de alguns meses. Claro que isso não significa que será um texto bom. No máximo a mesma merda de sempre...



GUERREIRA GLACIAL




- Por que não desiste?
- Se eu ganhasse um novo poder para cada oponente que me diz isso...

A Clasíoda estava durando até demais. Maori sentia dificuldade enfrentando Gyruda. Ganhar tempo já não fazia diferença. O cansaço estampado na face do jovem era um sinal disso.

Os Overlords monitoravam atenciosamente os acontecimentos.

- Então Maori... o que fará agora? Vangladius pensava alto.
- O sistema começou a apontar uma queda brusca de temperatura no templo. O que significa isso? Perguntou Asuka.
- Aguarde e verá... Shienn riu.

O confronto foi interrompido. Maori e Gyruda encaravam-se sem compreender o fenômeno ou o responsável por tal. O local foi congelado em questão de segundos.

- Maori, detectei outra leitura de energia.
- Ela? Logo agora?
- Pois é. Prepare-se.
- Não precisava nem falar, Lilith.

Um cristal gigante apareceu repentinamente no centro do salão, abrigando Hazz em seu interior.

- Destruirei ambos, nada pessoal.
- Não há o porquê de me destruir. Gyruda ainda guarda os pergaminhos.
- Você é humano. Não tens o direito sequer de falar comigo, uma habitante de Plumitum. Sou da mais alta linhagem multiversal. Sua existência é um erro.
- Vossa suposta nobreza de nada vale, vadiazinha de merda.
- Isso foi um insulto?
- Se diz superior e não consegue interpretar uma frase. Deve ser uma delícia fazer esse rostinho de princesa sangrar... Maori riu.
- Verme!!

Uma densa névoa dominou o templo. A visibilidade – precária – só servia para confundir.

- Como ousa profanar o lar de Sethytys!!
- Morra.

Um feixe de luz atravessou Gyruda. Hazz o destruiu sem esforço algum.

- Só falta mais um... Hazz encarou Maori.

O jovem Elite sentiu medo, depois de tanto tempo. Seu lado humano gritou ao presenciar chances altas de morte.

- Não ouça a voz do desespero, Maori. Concentre-se no que realmente importa.

Hazz tinha velocidade e visão de batalha tão incríveis que parecia prever qualquer coisa ao redor. Seus ataques precisos trucidavam Maori, o qual desabou ao chão devido aos ferimentos.

- Merda...
- Levante-se, escória!
- Lilith, vá embora.
- Mas e você?
- Ficarei bem.
- Bem? Mal consegue ficar de pé.
- Obrigado pela novidade mas tenho algo em mente.
- E por que tenho de ir?
- Se der errado pelo menos apenas um de nós será destruído...
- Não seja idiota! É muito arriscado! Lilith usou um tom triste.
- Uma relíquia se preocupando com um humano? Quem diria... Maori riu.
- Confiarei em ti. Não me desaponte.
- Tentarei.  




Lilith abraçou o Guardião. Ninguém nunca havia documentado sobre demonstrações de afeto por parte das relíquias. Ela virou-se rapidamente a fim de esconder o choro e desapareceu num raio negro, deixando Maori a sós contra Hazz.

- Abandonando a relíquia? Já desistiu?
- Desistir? Não necessariamente.

Maori curou-se rapidamente dos ferimentos. Vários espelhos de gelo apareceram no lugar.

- O que estás tramando?
- Você já perdeu essa luta, garota. A pergunta é: quando perceberás tua derrota?
- Não há como eu perder para um humano fracote!!
- É mesmo? Veremos...


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Qual será o resultado desse embate?