sábado, 27 de fevereiro de 2016

ARTHIUS - SUPREMACIA MULTIVERSAL (XXI)





GYRUDA



- Essas galerias não terminam, Lilith?
- Paciência, logo chegaremos.

Maori adiantava os passos temendo a aproximação de algum inimigo. Após uma longa caminhada alcançou um majestoso salão com diversas cachoeiras e sem teto. Duas luzes intensas vinham das lápides ao fundo do local.

- Esse brilho...
- Sim, certamente é o pergaminho. Melhor apressar-se.

Quando o jovem colocou seus pés no barro úmido um imenso tremor começou a abalar o local.

- O que está acontecendo? Maori tentava equilibrar-se.
- Acharam mesmo que seria tão fácil?

Logo o responsável daquela voz se levantara do chão: Gyruda. Seu corpo – de tão grande – parecia um só com o templo.

- Então és o primeiro desafiante? Muito bem...




Vários seres começaram a se erguer dos túmulos nas costas do gigante.

- Sério isso?
- Destruam-no!

Os ajudantes de Gyruda não tinham chances contra Maori, sendo facilmente abatidos.

- Interessante...
- Dá pra passar logo esse pergaminho?
- A luta apenas começou...

As cachoeiras do local secaram. Uma lua vermelha jorrando sangue surgiu no céu. Propriedades dimensionais? Todas distorcidas. Gyruda emanava uma energia muito mais ameaçadora e intensa que antes...

- O que é isso?
- Última técnica: Espelho Primordial. Meu poder revela a face do teu pior inimigo.
- Mas sua aparência está igual a... entendi. Nietzsche... Até que és inteligente para um gigante que protege um lugar no meio do nada. Maori riu.
- Exato. Quem seria teu pior oponente além de ti mesmo? Quem conheceria tuas fraquezas tão precisamente além de você?

O confronto teve início. A habilidade de Gyruda mostrou-se impecável. Ele imitava o estilo de luta, as estratégias e até o modo de falar do Maori. Por mais que os ataques fossem rápidos o oponente parecia prever qualquer movimentação.

- Hã? Já quer fugir? Provocou Gyruda.
- Lilith, temos de manter distância e pensar num método eficiente.
- Situação complicada...
- Sim...
- Ele não pode te replicar, então ainda temos uma vantagem.
- Atacar com tudo?
- É o jeito. Vamos!

As horas corriam. A situação da batalha continuava imutável. Ambos acumulavam frustrações por não estabelecerem vantagem sobre o outro. O confronto legítimo era psicológico e não físico.

O calor quase insuportável gerado pela disputa começou a derreter as estruturas da região. Até o templo sentia os efeitos de um embate prolongado.

- Passa logo a merda do pergaminho!!
- Vem pegar à força!!
- Eu nunca me odiei tanto quanto agora...

Os Overlords observavam atentamente os esforços do jovem e discutiam as informações obtidas através da Clasíoda:

- Maori é casca grossa. Uma resistência notável... Opinou Ice.
- Calma, pois ainda é cedo para julgamentos. A verdadeira diversão começa agora. Shienn riu, apontando o monitor que mostrava a Hazz.
- Ela está chegando. Seu namoradinho terá problemas, Asuka.
- Por favor, Maori. Acabe com isso rápido... Asuka expressava preocupação.
- Ele dará um jeito de contornar isto.
- Acreditas tanto no potencial deste jovem, Vashirah? Indagou Vangladius.
- Sim. Nós somos iguais...

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Hazz – a possível favorita da Clasíoda – aproxima-se. O que acontecerá no salão de Gyruda?